Grupo Parafolclórico Frutos do Pará

Informações cedidas pela Coreógrafa Nazaré Azevedo

HISTÓRICO

O Grupo foi fundado no dia 05 julho de 1992, com sede localizada na Rua Curuça, n° 1109 no Bairro do Telégrafo – Belém – Pará – Brasil. Surgiu durante uma conversa entre diretoria e brincantes do "Pássaro Junino Tucano".

O Pássaro Tucano é uma manifestação folclórica que é apresentada durante a quadra junina desde 1981, sob o comando da Sra Iracema Oliveira, como uma espécie de teatro popular (Melodrama a Fantasia), encenando também, com passar do tempo, alguns anos depois "A Pastorinha – Filhas de Sion", que é apresentada durante a quadra natalina. Como as atividades eram realizadas apenas durante estas duas épocas do ano (Junho e Dezembro), decidiu-se criar então o "GRUPO PARAFOLCLÓRICO FRUTOS DO TUCANO", formado pela ala jovem do pássaro e da pastorinha, para com isso manter o grupo em movimento o ano todo.

No ano de 2000, o grupo foi convidado a participar de um evento na cidade de Faxinal do Céu-PR, representando desta maneira, o estado do Pará, juntamente com outros grupos de diferentes estados. Como muitas pessoas não entenderiam o significado do nome "Frutos do Tucano", e também por motivos pessoais, decidiu-se modificar o nome de nosso grupo para "GRUPO PARAFOLCLÓRICO FRUTOS DO PARÁ", o qual foi informado através de Ofício, aos orgãos responsáveis pela manifestação cultural do estado : AFBE, FUMBEL e CENTUR.

O Frutos do Pará é composto por uma diretoria, coordenadores, músicos e dançarinos, o seu repertório é formado por dezoito danças folclóricas, três aberturas diferentes para o inicio de uma apresentação, duas toadas de boi e uma lenda amazônica. As músicas que o grupo toca são da autoria de compositores de Belém, do interior do estado do Pará e outras são do próprio grupo, que são conhecidas mundialmente. O Grupo Frutos do Pará apresenta em seu show, danças típicas e folclóricas do Pará, onde é feito uma viagem pelos municípios do estado mostrando os costumes e as danças originárias das respectivas localidades.

 

Danças Folclóricas

A Dança é um dos movimentos mais poderosos que existe em uma sociedade, que serve para mostrar os meios de expressões livres ou coreografadas do homem. A Dança existe desde os tempos primitivos até os dias atuais, passando pelos homens da caverna, pela corte, pelos escravos, plebeus e etc...

A Dança Folclórica é uma dança que marca uma determinada época ou acontecimento de um lugar, mostra os sentimentos das pessoas em relação aquela dança especifica. No Brasil a Dança Folclórica teve varias influencias e por isso ocorre variação de região para região, no Pará as danças tiveram uma influência muito grande para o desenvolvimento de algumas regiões paraense, as danças lembram seus municípios de origem que tiveram também influência de outros povos, ocorrendo assim a miscigenação de informações, cultura e de raças.

As Danças Folclóricas no Pará possuem uma exuberância e originalidade própria, são cheias de riquezas coreográficas ligadas as suas raças, uma sensibilidade profunda sobre a influencia do índio, dos europeus em particular os portugueses e os negros, tiveram influência muito grande do poder místico ou profano, pelo toque dos tambores, pela excitação e atração nervosa dos corpos, pela indumentária colorida e exótica dos dançarinos. As danças paraenses exercem uma forte força e fascinio sobre os turistas, pois eles ficam encantados com o nosso jeito de mostrar uma determinada dança, nós colocamos a alma, a sensualidade, o prazer, a cultura e a alegria para encantar a todos. A Dança Folclórica tem atos completos da alma coletiva de uma comunidade, ensinam, divertem e educam, na mais ampla significação desses termos.

 

Dança do Açaí

Dança das Pretinhas da Angola

Dança do Banguê

Batuque Amazônico

Carimbó

Chula Marajoara

Dança do Côco

Ciranda do Norte

Lundú Marajoara

Maçariquinho

Marujada de Bragança (Chorado, Retumbão, Mazurca, Valsa, Xote, Contra-roda)

Marambiré

Oabaluaiê

Samba do Cacete

Siriá

Vaqueiros do Marajó

Xote Bragantino

Toadas de Boi

Lenda Amazônica: Bôto

Aberturas Coreografadas (3)

 

 

DANÇAS

BANGUÊ

O BANGUÊ ou DANÇA dos ENGENHOS, teve origem após a abolição da escravatura, através dos descendentes de escravos africanos,que habitavam a ilha do Marajó, no município de Cametá, onde formaram um quilombo para a proteção dos negros fugitivos, que conseguiam escapar do domínio Português, dos trabalhos forçados e da vida de amargura e sofrimentos. Nenhum negro aceitava qualquer aproximação com os brancos, mesmo de interesse puramente comercial, sendo o comercio realizado no meio dos rios, através de pequenas embarcações. As apresentações das manifestações artísticas, eram realizadas no Banguê (Engenho de Açucar no dialeto Africano), deixando os brancos maravilhados.Nas explicações dadas, os movimentos exagerados, se devem à imitação das ondulações feitas pela espuma do tacho (caldeirão), onde se preparava o mel de cana.

 

BATUQUE AMAZÔNICO

O batuque é de origem Africana, manifestação que se ramificou do candomblé Africano. Foi implantado na nossa região na era colonial da mesma forma como o foi nas demais províncias e regiões Brasileiras. Batuque é a denominação genérica dada pelos portugueses para toda e qualquer dança de negros da África ou qualquer dança de tambor de caráter religioso ou não. No Pará e no Amazonas é a denominação comum para os cultos Afro-Brasileiros. O Batuque Amazônico é uma homenagem prestada a uma entidade encantada, a cabocla JUREMA, a qual, segundo as lendas, mora um uma cidade que fica no fundo de uma lagoa. De acordo com os umbandistas, essa entidade reina no tempo da lua nova.

 

CARIMBÓ

A dança mais conhecida de nossa região, originada da mistura de três raças : Os Índios, Os escravos e os Imigrantes Europeus, mais precisamente os portugueses. A dança do carimbó foi originada na ilha do Marajó, em alguns municípios como Marapanin, Cametá, Ponta de Pedras. O ritmo acentuado e envolvente do Carimbó adveio das danças indígenas, porém, teve uma leve mudança quando houve o contato com os ritmos mais agitados, de andamentos rápidos e movimentados dos escravos africanos. O nome Carimbó é de origem Tupi Guarani , seu nome se deve principalmente aos principais instrumentos usados para dar ritmo e marcação à dança : o "CURIMBÓ". O nome Curimbó é formado por duas palavras da lingua Tupi, (curi = pau ôco) e (m'bó = escavado), assim, "o pau que conduz som", e do CURIMBÓ denominou-se CARIMBÓ a dança desenvolvida pelo ritmo oferecido. A coreografia da dança inicia-se com fileiras de casais, onde os homens aproximam-se das mulheres e batem palmas de modo a convida-las para a dança. Elas aceitam o convite e iniciam um movimento circular, formando ao mesmo tempo, uma grande roda, e fazendo movimentos com a saia, com o único intuito de atira-la sobre a cabeça de seu par. O homem dança o tempo todo, tentando se livrar da saia da mulher, pois se ela conseguir tal façanha, é a desmoralização total para ele, onde então é vaiado pelos companheiros. Depois de muitos volteios, a mulher atira um lenço no chão e o homem é obrigado a apanhar esse lenço usando apenas a boca, mais conhecida como a dança do Peru do Atalaia. Trata-se de um autêntico teste de equilíbrio. Se o homem conseguir, é aplaudido, caso contrário, novamente é vaiado é posto para fora da dança. A parte mais importante da dança é a marcação coreográfica de um dos pés sempre à frente do corpo.

 

CIRANDA DO NORTE

A Ciranda é de origem portuguesa, tendo uma forma complexa e outra simples. Dançada nos limites do Pará com o Amazonas, mais precisamente na cidade de Tefé (AM). Em forma de cordão de pássaro, onde á frente eles levam o "carão" (pássaro) que está presente à letra da música. É dançada durante o mês de junho nas ruas onde são feitas pequenas paradas em frente a algumas casas a pedido do dono da casa. Na dança folclórica Ciranda do Norte, em sua concepção, nota-se uma variação de passos com diversificação rítmica (ciranda, xote e valsa), compreendendo em uma só letra a dança Ciranda do Norte, com isso aparecendo as seguintes danças, que a completam como um todo:

Ciranda - Seu Manezinho - Carão - Não se fie em mulher - Despedida da Ciranda

A coreografia é feita de acordo com os versos cantados que narram o lazer, o trabalho na agricultura, caça, pesca e outras atividades que se desenvolvem na região. E dançado sempre em círculo.

 

DANÇA DO CÔCO

Seus versos mostram a mistura de expressão típica dos caboclos e dos escravos com uma influência mínima do estilo lusitano. De acordo com a coreógrafa Nazaré Azevedo, a dança do Coco, não tem local exato de onde se originou, pois era dançada em vários municípios do estado e em outros estados também, tem como figura central um coco, sendo encontrada em quase todos os lugares do Pará, do Amazonas e do Brasil, principalmente naqueles onde há praias.

 

CHULA MARAJOARA

É uma dança cultural no ritual afro-brasileira. Seria uma variante das congadas cultivadas no sul do Brasil. Tem uma característica devocional em louvor a São Benedito e Nossa Sr.ª. do Rosário. No Pará, é cultivada principalmente nas regiões onde se instalaram os negros escravos, com mais freqüência em Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó, por isso também conhecida com a denominação de Chula Marajoara. É apresentada durante  o ano todo, principalmente nas épocas de festejos, como na quadra junina e comemoração a São Benedito e Nossa Sr.ª do Rosário. Dança exclusivamente feminina, com movimentos coreográficos de acordo com os versos cantados. Assim como na Dança da Angola é dançada em pares e número ilimitado de participantes.

 

LUNDÚ MARAJOARA

O Lundu, é uma dança de origem africana e provoca muito interesse pela desenvoltura de seus movimentos. O tema é o convite feito pelo homem à mulher para um encontro sexual. A dança desenvolve-se, a princípio, com a recusa da mulher mas, ante a insistência do seu companheiro, ela acaba por ceder. A movimentação é tão carregada de sensualismo e lubricidade que a Corte e o próprio Vaticano, no século retrasado, chegaram a proibir a dança em território pátrio. Depois, tudo foi caindo no esquecimento, e o lundu voltou a ser praticado às escondidas, respeitando as tradições, os gestos, os volteios e maneios, em três estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais e no Pará, mais precisamente na Ilha do Marajó. No solo marajoara, em Soure, é interessante registrar o trabalho do grupo de dança existente na Fazenda "Tapera", de propriedade de D. Dita Acatauassu Nunes: a dança é apresentada sempre para turistas, para os simples curiosos e para os estudiosos das danças folclóricas. O Lundú é, veramente, uma dança belíssima e, sem sombra de dúvidas, umas das mais interessantes do nosso folclore. A Coreografia, no seu todo, é constituída de movimentos lúbricos e, em determinados momentos, os homens nos seus volteios, imitam os machos rodeando uma fêmea no cio. As mulheres recuam e ignoram os seus pretendentes mas, devido a grande insistência do mesmo terminam por aceitar o convite. Neste momento da dança ambos se deixam levar pela vontade de realizarem o ato sexual quando então os casais realizam a UMBIGADA, movimento este representando o aceite da mesma e saem, entre requebros sensuais, seguidas por seus companheiros.

 

DANÇA DO MAÇARICO

De acordo com o professor Aderlemos Mattos, a dança do Maçarico, é originária de Cametá, tem como figura central esta ave pernalta, pássaro arisco e assustadiço, cujo andar é aceleradíssimo, sendo encontrado em quase todos os rios do Pará e do Amazonas, principalmente naqueles onde há praias. O movimento coreógrafo lembra, em vários sentidos, o alegre saltitar e correr da ave e também alguns passos próprios das danças portuguesas.

 

MARAMBIRÉ

Dança africana que surgiu após a libertação dos escravos. Segundo pesquisas, ela teria evoluído dos cantos de cangadas e insulados na área do Baixo Amazonas que se pontificou em Alter-do-Chão, distrito de Santarém. O Marambiré dançado em Alter-do-Chão não representa uma dança tipicamente religiosa e sim uma mistura de elementos religiosos e profanos. A dança do Marambiré constitui-se numa simples marcha. A coreografia é meio complicada, o ritmo é alegre e excitante. Dança de pares com ritmo bem marcado, apresentada na festividade do Sairé.

 

MARUJADA DE BRAGANÇA

A festividade nasceu de uma autorização dada a 14 escravos devotos de São Benedito, que assinaram um compromisso e fundaram a Irmandade da Marujada, em 1798, no município de Bragança do Pará. Neste ato, os senhores compreenderam aos escravos o direito de divertir-se, direito à sua devoção, do santo de sua cor,dançar a seu modo, rezar dançando etc...A marujada não tem raça, não tem cor, se não a bronzeada do Paraense, embora entre marujas e marujos se encontrem pessoas de olhos tão azuis quanto o céu. A festa de cunho folclórico-religioso, acontece durante vários dias do mês de Dezembro, começando com a alvorada festiva, às 6 da manhã do dia 18, onde homens "marujos" e mulheres "marujas", percorrem a cidade imitando o balanço de um barco na água. A Marujada de Bragança é dividida em várias danças, como: Contra Dança, Retumbão, Mazurca, Valsa, Xote Bragantino, Chorado e Roda.

 

OBALUAIÊ

O Obaluaiê, como o Batuque Amazônico, é de origem africana, manifestação que se ramificou do candomblé africano. Foi implantado na região Norte na era colonial da mesma forma como o foi nas demais províncias e regiões brasileiras. No Pará e em outros estados é a denominação comum para se homenagear um determinado orixá com cultos afro-brasileiros. O Obaluaiê é uma homenagem prestada a um orixá, "Obaluaiê", o qual, segundo as lendas, é uma divindade das doenças e chagas e simboliza a morte. De acordo com os iorubanos, esse orixá tem seu corpo todo cheio de chagas. O Obaluaiê  se inicia com uma invocação ao orixá que pertence à linha de São Lázaro ou São Roque, com a repetição feita pelo coro, seguindo-se outros temas que invocam a proteção para o grande orixá, e no final todos os 6 orixás que estão em cena fazem reverencias ao orixá homenageado que é o Obaluaiê.

 

PRETINHA DA ANGOLA

A Dança da Angola ou dança das pretinhas de Angola é de origem africana, sendo trazidas pelos os escravos de Angola, que se estabeleceram nas proximidades do Rio Tapajós, mais precisamente no município de Santarém. Essa dança foi muito cultivada, até o inicio do século passado, quando as escravas africanas e suas descendentes reuniam-se na praça matriz, em frente à igreja, para a interpretação dessa belíssima manifestação coreográfica. De um modo geral, a formação para a dança é de círculo. È exclusivamente dançada por mulheres e não há, de certo modo, número limitado de participantes, embora seja necessário manter números pares por causa dos movimentos gerais. Todo o desenvolvimento da dança baseia-se nos próprios versos que vão sendo cantados pelos músicos, pois toda a dança não só o ritmo, mas, também, na parte coreográfica é referente aos trabalhos realizados pelos negros, sobre suas mágoas como escravos. Por isso, os gestos acompanham exatamente a música que está sendo cantada.

 

SAMBA DE CACETE

O Samba do Cacete surgiu no município de Cametá. Esta dança foi criada para mostrar toda a sensualidade da região, no nome se origina devido ao Instrumento que é usado para dar ritmo e marcação à música, os cacetes, que são dois pedaços de pau que são batidos no Curimbó, como forma de dar cadência ao ritmo.

 

DANÇA DO SIRIÁ

O Siriá é uma dança originária de Cametá. É considerada uma expressão impetuosa de amor, de sedução e de gratidão ante um acontecimento que, para os índios, escravizados pelos portugueses, foi algo sobrenatural, um milagre. Os escravos, após um dia exaustivo de trabalho e mau tratos, eram finalmente liberados, sempre à tardinha, sob fiscalização para caçarem, pescarem ou saírem à procura de frutos que lhe matassem a fome. Certa vez, foram a uma praia na tentativa de encontrarem peixes e extasiaram-se com a indescritível quantidades de siris por sobre a areia. O mais estranho e maravilhoso é que aqueles crustáceos não ofereciam a menor resistência ao serem apanhados. E assim aconteceu durante muito tempo. Então, dominados por um imenso sentimento de gratidão por seus protetores, em curto período, ensaiaram os movimentos da nova dança a que batizaram de Siriá. O nome Siriá, surgiu devido a grande influencia do sotaque (distorção linguística) dos caboclos e escravos da região. Normalmente, os interioranos não usam a correta pronuncia de certas palavras, e aqui não foi diferente. Um dos exemplos é com relação ao final de nomes de plantações : "cafezal" chamam de "CAFEZÁ", "milharal" chamam de "MILHARÁ", "canavial" chamam de "CANAVIÁ" e aquele misterioso acontecimento onde eles saciaram sua fome com grande quantidade de Siris denominaram de "SIRIÁ"

 

TOADAS DE BOI

 

VAQUEIRO DO MARAJÓ

A Dança dos Vaqueiros do Marajó, foi criada, a principio, para uma coreografia do professor Adelermo Mattos, utilizando uma música das vaquejadas do Rio Grande do Sul, através de observações dos movimentos corporais dos vaqueiros, na tentativa de laçar o boi, onde os movimentos realizavam um verdadeiro malabarismo para conseguir o feito, tanto no seu dia-a-dia quanto nos dias festivos da exposição pecuária em Soure, na Ilha do Marajó. Mais tarde, com o surgimento do Grupo Parafoclórico "Asa Branca" (Icoaraci-PA), a professora Etelvina Cordeiro, inspirando-se no "aboio" do Vaqueiro, bem como nos movimentos desenvolvidos pelo caboclo marajoara nos campos e durante as feiras pecuárias, compôs um poema retratando o dia-a-dia do nosso vaqueiro. Como nas festas de exposição pecuária na Ilha do Marajó somente os homens participavam dos torneiros, a presença das mulheres também foi excluída dessa dança, onde não há coreografia definida. O que a caracteriza são os sons produzidos pelos tamancos de madeira usados pelos dançarinos e os movimentos com o laço, como se fossem laçar um boi. É uma dança de belíssimo visual e que empolga a todos.

 

XOTE BRAGANTINO

Dança de raiz européia originada do Schotinch, a mais famosa dança folclórica da Escócia, a qual foi divulgada em toda a Europa, em torno de 1841. Os colonizadores trouxeram a dança para o Brasil onde despertou um grande interesse na população. Mas aqui a dança ganhou alguns acréscimos. No Pará, a dança foi trazida pelos portugueses, que a cultivavam assiduamente em todas as reuniões festivas. De longe, os escravos assistiam os movimentos e guardavam na memória. Em 1798 quando em Bragança, os escravos fundaram a Irmandade de São Benedito, a Marujada, o Xote foi magnificamente aproveitado pelos escravos, tornando-se a mais representativa dança do povo Bragantino. Nas festas populares o Xote é executado inúmeras vezes

 

ABERTURAS:

 

PARÁ DAS ÁGUAS

O estado do Pará faz parte da grande Amazônia, cheio de riquezas exuberantes e magníficas, dividida em uma área de 1.253.164 km2, desses quilômetros 562 são de costa atlântica e 40% das águas brasileiras estão aqui. segundo as características hidrográficas da Amazônia, o Pará é um estado entrecortado por dezenas de rios e outros cursos d`água, como lagos, furos e igarapés. A água para o "Amazônida", em especial o Paraense é um verdadeiro sinônimo de vida, pois é o caminho natural e principal fonte de alimento de grande parte da população. Ao possuir todo essa quantidade de água ocorrem alguns fenômenos como: A Invernada Marajoara, que acontece na ilha do marajó onde nos meses de fevereiro a maio dois terços da ilha ficam completamente alagados, facilitando a vida do caboclo na hora da pesca. Outro fenômeno de nossa região e a Poroc Poroc que no dialeto indígena das tribos do Baixo Amazonas quer dizer Pororoca, que é o encontro das águas do Oceano Atlântico com os rios da Bacia Amazônica, este fenômeno da natureza provoca um grande estrondo ensurdecedor que se ouve até com duas horas de antecedência e por onde passa causa destruição. O Pará com todo essa imensidão de água transforma as suas Ruas em Rios que levam seus caboclos Rio a baixo, Rio a cima enchendo-os de encantos e magias.

 

APOTESOSE

Esta abertura de show foi criada para dar uma idéia das principais danças que o grupo possui, onde cada dançarino(a) entra representando uma dança específica com sua indumentária e música característica. No final, todos dançam ao som do Carimbo.

 

CARIMBÓ COREOGRAFADO

A dança de Abertura, foi montada e coreografada baseada em um carimbó conhecido ("Esse rio é minha rua"), usando adereços e passos básicos da Dança do Carimbó. É usada para iniciar as apresentações do grupo.

 

MISTURA DE RAÇAS

Esta abertura mostra como surgiu a nossa dança de expressão máxima, que é o CARIMBÓ. Fazemos uma apresentação das três principais raças que existiam naquela época: Os Índios com sua cultura inigualável e sua dança de passos bem marcados; os nossos Colonizadores Portugueses com sua dança cheia de bailados e finalmente os Escravos Africanos que vieram junto com os portugueses, trazendo consigo sua cultura e dança de passos fortes. Desta miscigenação de raças e ritmos surgiu o Carimbo.