A
carapaça da tartaruga-do-mar, também conhecida como tartaruga-marinha é
utilizada para a confecção de peças de adorno pessoal, tais como: colares,
cintos, anéis e prendedores de cabelo.
A
tartaruga é um quelônio encontrado na costa Atlântica, tendo o casco formado
por placas dérmicas ossificadas. Além da tartaruga-do-mar, existe a
tartaruga-fluvial ou tataruga-grande-do- Amazonas, sendo que a carapaça deste
quelônio de água doce, não serve para a fabricação de objetos.
Pela
escassez do material – a tartaruga tem épocas estabelecidas por lei para a
sua captura – torna-se elevado o preço do artigo, embora tal circunstância não
diminua a grande procura dessas peças artesanais.
O
artesanato em couro é um movimento novo na Arte Popular paraense, apresentando
um desenvolvimento positivo e angariando adeptos no meio artesanal,
particularmente da Capital.
A
seleção e escolha da matéria-prima é a etapa para se obter artefatos bem
feitos e de bom gosto. Normalmente o material vem do interior do Estado, em
forma de couro cru ou sola; os curtumes do “hinterland” paraense operam
ainda de forma muito rudimentar.
O
couro utilizado em maior escala é de boi; as peças de couro são colocadas no
sal e posteriormente no cal, onde faz-se o descarne a
fim de serem retiradas todas as impurezas do couro. Este recebe depois
uma pintura que lhe dá a coloração determinada; muitas vezes esta operação
é realizada com tinta extraída de cacas de árvores, particularmente da
Mangueira e do Murucí.
Os
depósitos onde o couro é armazenado são muito primitivos, quase sempre de
madeira, utilizando para tal, trocos de grossas árvores.
Os
melhores couros são oriundos da ilha de Marajó, destacando-se a produção do
município de Soure. O Distrito de Mirasselvas localizado no Município de
Capanema (Micro-Região Homogenia Bragantina) também apresenta couros de boa
qualidade.
Na
opinião dos artesãos, os melhores couros para artesanato são os de porco e de
veado, por serem finos e maleáveis para se trabalhar.
O
couro beneficiado pelos curtumes de Belém, é também muito utilizado pelos
artesãos, e apresenta quase sempre a mesma qualidade dos provenientes do
interior, em virtude dos curtumes da Capital também utilizarem técnicas
rudimentares, por não disporem de equipamentos modernos e especializados.
Os
artigos de couro de que dispõe a Exposição-Feira do Artesanato do Pará são
de grande variedade, compreendendo utensílios para adorno e uso doméstico,
como porta-revistas, bandeijas, mesas e bancos com tampo de couro, porta-copos e
outros.
Alguns
artigos de couro cru podem levar uma leve camada de verniz: bolsas,
porta-revistas, colares, baú, sadálias, porta-copos, prendedor para cabelos e
cintos.
CAMISA
MARAJOAR
A
tradicional blusa do vaqueiro marajoara, foi aos poucos sendo introduzida na
cidade com estabilizações de acordo com a moda.
Essas
camisas foram inspiradas no vestuário dos primeiros leiteiros portugueses que
chegaram ao Pará, pois sendo bastante folgadas facilitavam os movimentos dos
vaqueiros, principalmente nas laçadas do gado, daí a sua utilização na Ilha
de Marajó – reduto pecuário do Estado.
Camisas e batas de tecido branco para ambos os sexos (adultos e crianças), confeccionadas em cambraia, são trabalhadas em nervuras e galões coloridos, formando desenhos na arte indígena marajoara. Jogos de mesa para refeições em estilo marajoara, são também muito utilizados.