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Tocando flautas e pífaros, batendo
flechas em seus arcos, dando saltos, simulando ataques e defesas, todos fantasiados de
índios, esses grupos percorrem as ruas do Nordeste na época do carnaval.
Não há enredo nem coreografia específica para esse bailado primitivo, mas tudo indica
uma reminiscência da apresentação, feita pelos índios aos brancos, de suas danças.
Antigamente, antes de começarem seus desfiles, esses grupos visitavam os pátios das
igrejas, prestando assim uma homenagem às autoridades religiosas.
Um registro de 1584 conta que "foi o padre recebido pelos índios com uma dança mui
graciosa de meninos todos empenados com seus diademoas na cabeça, e outros atavios das
mesmas penas, que os faziam mui lustrosos e faziam suas mudanças (passos) e evoluções
mui graciosas".
No Sul, São Paulo, Minas e Rio, essa modalidade é chamada de caiapó, com algumas
modificações. Há um enredo com rapto e resgate de um pequeno indígena, além do
abandono dos instrumentos de sopro, que são substituídos por tambores, caixa, pandeiros
e reco-recos. |