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Lundu

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Também chamado de londu ou lundum, tanto canto como dança, é de origem africana (Angola), trazido ao Brasil pelos escravos.
O tango brasileiro, a chula e até o fado levam influências dessa modalidade. Era inicialmente uma dança de um par reproduzindo, até onde fosse possível, o ato do amor.
Numa das modalidades da dança, os participantes ficam em roda, uns sentados e outros em pé, iniciando-se a dança como castanholas, movimentando os braços e balançando-se molemente.
Um dos participantes, escolhida sua dama, faz evoluções ao redor como se fosse enlaçá-la. A dama, distante, parece não notar o interesse do cavalheiro. Ele desdobra-se em seus volteios e avanços e fica face a face com ela, olhos nos olhos.
A dama dá sinais de que começa a se interessar pelo pretendente, ficando então a dança mais frenética. Todos batem palmas, acompanhando o som da viola. Enquanto a dama se detém, ofegante e cansada, o cavalheiro continua a dançar durante um tempo, saindo depois à procura de outra dama para formar novo par.
Tendo alcançado grande sucesso no reinado de Dom José e Dona Maria I, em Portugal, e nos salões brasileiros, o lundu veio a perder prestígio, tendo praticamente desaparecido como dança em todo o Brasil.