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Pequeno grupo carnavalesco, principalmente
em Recife e em Pernambuco. Ultimamente, também tem se espalhado por outros estados, como
o Ceará.
Inicialmente uma manifestação religiosa negra, homenageando Nossa Senhora do Rosário,
sempre terminando com um batuque no adro da igreja, o maracatu foi perdendo sua
conotação religiosa e transformando-se em mais um folguedo carnavalesco.
O maracatu percorre as ruas cantando e dançando sempre acompanhando o acompanhado pela
orquestra só de percursão, composta de tambores, chocalhos e agogôs.
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Não existe um passo ou coreografia específica do maracatu: dança-se à vontade,
seguindo a batida da pequena orquestra.
Esses grupos, comumente chamados de Nações têm nomes tradicionais e primitivos, como o
famoso Elefante, na ativa desde 1910,e outros, como Nação de Cabinda ou Nação Leão
Dourado.
As figuras femininas, como a Princesa Dona Clara ou a dama do Paço, todas representadas
por calungas, figuras desenhadas ou pintadas em estandartes de pano, são levadas abrindo
o desfile, pelas condutoras e são o destaque principal do grupo, ficando as personagens
masculinas, como Dom Henrique, o rei do maracatu, e o índio Tupi, em plano secundário.
De origem africana, o maracatu parece ser representação dos desfiles processionais
africanos, principalmente do Sudão, pelo uso da lua crescente e de animais, como o
elefante e o leão, nos estandartes. |