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As Amazonas

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Segundo a lenda, mulheres brancas, guerreiras, que habitam as margens do Rio Amazonas. O primeiro relato conhecido, escrito por Frei Gaspar de Carvajal, nos idos de 1541, na foz do Rio Jamundá: "Estas mulheres são muito alvas, com o cabelo muito comprido, nuas em pêlo, tapadas as suas vergonhas, com seus arcos e flechas nas mãos, fazendo tanta guerra como dez índios".
E continua: "residiam no interior, a sete jornadas da costa. Eram sem marido. Dividiam-se, numerosas, em setenta aldeamentos de pedra, com portas, ligadas às povoações por estradas amparadas, dum e outro lado, com cercas exigindo pedágio aos transeuntes".

"Quando lhes vinha o desejo, faziam guerra a um chefe vizinho e traziam prisioneiros, que libertavam depois de algum tempo de coabitação. As crianças masculinas eram mortas e enviadas a seus pais e as meninas criadas nas coisas de guerra."
O nome Amazonas foi dado também por um padre, o jesuíta Alonso de Rojas, e para justificar a etimologia esclarece que "eram umas mulheres que não tinham mais que um seio, muito grande de corpo".
É de se notar que esta tradição não é tão popular no Brasil como entre os estrangeiros. Possivelmente estes, iludidos com a descrição de seus tempos, com "ídolos de ouro e prata", cabeças cobertas por "coroas de ouro da largura de dois dedos", tenham ficado mais interessados no ouro e não nas amazonas.