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Barba Ruiva

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Um dos mitos mais populares do Nordeste, no Piauí principalmente, é a história do Barba Ruiva. Circulando em inúmeras versões, a mais conhecida conta que uma moça, solteira, teve um filho. Envergonhada e querendo esconder o fato, colocou a criança num tacho de cobre e jogou-a num poço de uma fonte.
Neste poço morava uma mãe-d’água que, condoída, resolveu salvar o pequeno. No momento em que o tacho com o menino foi retirado da água, esta começou a aumentar de tal maneira que foi cobrindo tudo em volta, bosques, florestas, vilarejos e tudo mais, transformando-se o local, então, na lagoa Paranaguá.
Coisas estranhas como vozes e ruídos desconhecidos começaram a acontecer ali e todos ficaram sabendo que a lagoa era encantada.

Em certas ocasiões, um homem branco, alto, forte, com cabelos brancos e imensa barba ruiva, surgia da água. Não atacava ninguém, mas sempre procurava abraçar e beijar as mulheres que iam lavar roupa nas margens da lagoa.
Muitas vezes, este estranho personagem foi encontrado cochilando, limitava-se, ao acordar, a mergulhar silenciosamente nas águas mais profundas, sem uma só palavra ou gesto.
Outra versão corrente conta que este personagem, pela manhã, é um menino; ao meio dia é um belo rapaz com sua barba ruiva; e, à noite, um velho já com a abarba totalmente branca.