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Existem dois tipos de botos
na Amazonia, o rosado e o preto, sendo cada um de diferente espécie com diferentes
hábitos e envolvidos em diferentes tradições. Viajando ao longo dos rios é comum ver
um boto mergulhando ou ondulando as águas a distância. Se diz que o boto preto ou tucuxi
é amigável e ajuda a salvar as pessoas de afogamentos, mas o rosado é perigoso. Sendo
de visão ineficiente, os botos possuem um sofisticado sistema sonar que os ajuda a
navegar nas águas barrentas do Rio Amazonas. Depois dos humanos eles são os maiores
predatores de peixes.
A Lenda
A lenda do
boto é mais uma crença que o povo costumava lembrar ou dizer como piada quando uma moça
encontrava um novo namorado nas festas de junho.
É tradição junina do povo da Amazônia festejar o nascimento de Santo Antonio, São
João e São Pedro. Em estas noites se fazem fogueiras, se atiram foguetes enquanto se
desfrutam de comidas típicas e se dançam quadrilhas e outras danças ao som alegre das
sanfonas.
As lendas contam que em estas noites, quando as pessoas estão distraídas celebrando, o
boto rosado aparece transformado em um bonito e elegante rapaz mas sempre usando um
chapéu, porque sua transformação nao é completa, pois suas narinas se encontram no
topo de sua cabeça fazendo um buraco. |
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Como um cavalheiro, ele conquista e encanta a primeira jovem bonita que ele encontra e a
leva para o fundo do rio.
Durante estas festividades, quando um homem aparece usando um chapéu, as pessoas pedem
para que ele o retire para que não pensem que ele é um boto. |