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Boto

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Boto, também chamado de Golfinho do Amazonas, cetáceo fluvial sempre citado no folclore do Pará. Conta a lenda que tal cetáceo, logo ao cair da noite, se transforma em bonito jovem, branco, alto, avantajado, bom bebedor, bailarino perfeito que, aparecendo onde haja baile ou festa, faz a corte a quanta moça exista, deita-lhes insinuante conversa e consegue sempre marcar um encontro amoroso. Daí que o Boto é considerado pai de todos os filhos de paternidade ignorada.
Conta-se, no Pára, que em baile apareceram dois rapagões bonitos que dançaram muito e beberam mais ainda. Antes do amanhecer, desapareceram sem dar satisfação alguma. A casa onde houvera a dança era bem longe do rio, mas entre este e a casa havia um poço com pouca água onde, outro dia, havia dois botos.
Para terminar: estes rapagões, altos e lindos, andam sempre de chapéu à cabeça. Dizem que é para esconder o orifício, no alto da cabeça, por onde respiram.