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Mito-maldição dos mais antigos e, talvez
o único verdadeiramente universal, correndo a terra de ponta a ponta e com uma
antigüidade que permite registros de Plínio, o Velho, Heródoto, Petrônio e outros.
O nome, derivado das Lupercais, festividades dedicadas ao deus Pan, na antiga Roma,
alastrou-se também nas Américas Central e do Sul, via Espanha (Lubizon), Portugal
(Lobishomen), e na do Norte, via França (Loup-garou), ou saxão (Werrwolf), depois de ter
atingido a Europa toda. registros indcam o mito na China e no Japão, além de na África.
O homem "vira" Lobisomem, misto de lobo e homem, por ser o sétimo filho nascido
após sete filhas; se for atingido pelo sangue de outro lobisomem ou sendo filho de
incesto, também.
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Pode-se quebrar este encanto-maldição, bastando, para tanto, que a primeira filha
batize; ferindo-o, durante sua transformação, bastando apenas tirar-lhe uma gota de
sangue ou, quase sem perigo, com um tiro de arma de fogo, cuja bala tenha sido previamente
untada com cera de uma vela comum, mas que tenha ardido em três missas de domingo. Se foi
em uma só missa-do-galo, também fará o efeito.
A sina do Lobisomem, além da própria maldição, parece ser cansativa, pois de, toda
sexta-feira, fazer uma maratona, visitando, entre meia-noite e duas horas, sete
cemitérios ou adros de igrejas, sete vilas, sete encruzilhadas, sete outeiros e sete mata
burros, voltando sempre ao ponto de partida. |