|

|
Pequeno ser, negrinho, perneta, sempre
pulando numa perna só, capuz vermelho vivo enterrado na cabeça, às vezes fazendo o bem
e, muitas outras, o mal.
Nas casas, passa a infernizando os afazeres domésticos, queimando a comida, apagando o
fogo no meio de uma fervura, escondendo coisas, batendo portas e entornando líquidos. No
campo, abre porteiras, espanta a criação e o gado, dispara cavalos, nos quais se compraz
em traçar crinas e caudas em emaranhados difíceis de destrançar.
Este personagem, visível ou invisível, sempre soltando irritantes assovios e pulando,
mais conhecido no sul (também em Portugal), traz em si elementos de diferentes crenças
como, por exemplo, do Kilaino, duende que, segundo registro, é "ente maléfico que
mora no mato ou nos morros, assume formas diferentes (...) respondendo aos gritos de uma
pessoa e gritando para transviar quem anda no mato. |