Antologia
Poética
Alfredo Pais Moreira
É
sentimento feliz e divino
Por
isso lhe chamo amor,
Talhado
no céu foi com certeza
Almas
gêmeas são no sentir e na pureza
É
fogo que arde em mim, musica celestial,
E
chama sagrada que não se apaga
Ao
longo dos tempos vai florescendo
Vai-se
tornando forte, vai crescendo.
Assim
nasceu o nosso
Ele
vive e continuará
a viver
Ele
é lindo como as rosas
E
sublime para morrer.
É
centelha de Deus
Como
teu rosto lindo e macio
Meus
beijos já não são teus,
São do mundo são só meus.
Onde
está?
Aquele
amor.
Em
que eu quis acreditar
Escondido
na hipocrisia
No
momento de beijar.
O
amor que eu encontrei
Tem
frieza no olhar
Não
entendo onde falhei
Limitei-me
a acreditar
...A
beleza das palavras
Envolvia
falsidade.
Deturpava
o sentimento
No
vazio da verdade.
Cega
sem querer ver
A
realidade vivida
Lutava
até morrer
Por
essa causa perdida.
Onde
está?
O
amor que eu sempre quis
Onde
está?
Quem
me fará feliz.
Onde
está?
Aquele
intenso olhar.
Onde
está?
Quem
me fez sonhar.
Em
tempo de guerra
O
que é que a gente faz?
Lançamos
alerta
Tocando
os tambores da Paz.
Se
eu pudesse adivinhar
Sabem
o que fazia?
Para
que a guerra não rebentar
Os
tambores batia, batia, batia ...
Pela
Paz não vou parar
Até
que o mundo me ouça
Os
tambores vou tocar,
Com
toda a minha força.
Contra
a guerra
E
contra a bomba
Apelo
sim à Paz ,
Apelo
sim à pomba.
Vou
tocar, tocar, tocar...
Até
que a Paz floresça,
Se
o tambor rebentar
Vou
manter a minha crença.