Menu Folclore

Prenda Minha 

                “Prenda” é a namorada, a moça gaúcha, num sinônimo de jóia ou valor muito estimado. O termo talvez tenha sido trazido ao Rio Grande do Sul pelos colonos dos Açores, pois naquele arquipélago lusitano é tradicional uma cantiga de tirana com o seguinte regrão:

Tirana, atira, tirana,

Vem a mim, tira-me a vida:

A prenda que eu mais amava

Já de mim foi suspendida.

                O primeiro registro do texto data de 1880, feito por Carlos von Koseritz, precursor dos estudos folclóricos no Rio Grande do Sul. A melodia foi recolhida por Teodoro Tostes, na interpretação de um velho gaiteiro, nos anos 20, e reproduzida em São Paulo por Mário de Andrade em seu “Ensaio sobre Música Brasileira”. A partir de então, essa cantiga teve grande acolhida pelos rio-grandenses residentes no Rio de Janeiro após a Revolução de 1930, difundindo-se com menor ênfase nos meios urbanos do Rio Grande do Sul.

Vou-me embora, vou-me embora,

Prenda Minha,

Tenho muito que fazer.

Tenho de para rodeio,

Prenda minha,

No campo do bem-querer.

 Noite escura, noite escura,

Prenda minha,

Toda noite me atentou.

Quando foi de madrugada,

Prenda minha,

Foi-se embora e me deixou.

 Troncos secos deram frutos,

Prenda minha,

Coração reverdeceu.

Riu-se a próprio natureza,

Prenda minha,

No dia em que o amor nasceu.

Onde escutar ou fonocopiar

- Discoteca pública natho henn (departamento de Cultura da Secretaria de Cultura, Desporto e Turismo do RS

- Instituto Gaúcho de tradição e folclore